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MOSTEIRO DO BOM JESUS DE VIANA DO ALENTEJO

por vianadoalentejoja, em 21.10.13

 

História administrativa/biográfica/familiar

O Mosteiro do Bom Jesus de Viana do Alentejo era feminino, e pertencia à Ordem e Congregação de São Jerónimo.


Foi fundado entre 1548 e 1553, tendo sido o único mosteiro de jerónimas existenteem Portugal. Teve origem num oratório fundado pela beata D. Brites Dias Rodovalha, junto à rua do Poço Novo em 1548, autorizado por licença do arcebispo de Évora, cardeal infante D. Henrique, dada a 1 de Fevereiro de 1550. Em 1553, depois de obter licença do prelado do Mosteiro de Belém para a sua comunidade seguir o instituto dos jerónimos, D. Brites solicitou a Roma autorização para a nova fundação. Para orientação e doutrinação da comunidade nos exercícios da vida monástica, veio para Viana do Alentejo frei Luiz de Baessa, proveniente de Castela, que trouxe as constituições de São Jerónimo de Lupiana, o ordinário e a regra de Santo Agostinho.


As monjas ficaram sujeitas à Mitra de Évora.


Em 1553 realizaram-se as três primeiras profissões no Mosteiro e nesse mesmo ano, a 1 de Agosto, foi dado início à construção de um novo edifício, fora da vila, no Rossio, junto às hortas da Fonte Coberta.


D. Brites Dias Rodovalha, após professar, tomou o sobrenome de "Coluna".


Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.


Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.



Em 1901, foi encerrado por morte da última freira.

História custodial e arquivística

Em1912, adocumentação, que se encontrava na Biblioteca Nacional, foi enviada pela Inspecção das Bibliotecas e Arquivos para a Torre do Tombo.


No final da década de 1990, foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas.

 

Âmbito e conteúdo

Contém o livro de assentos, o estatuto, com um sumário das indulgências concedidas, um livro de lançamento das respectivas quitações (1787-1816), e actas decretais dos visitadores (1727-1766, 1769-1822).


O fundo inclui a obra "Acerca da História da vila", o Manual de procedimentos dos noviços (vol. 9 e 10), livros das novenas, (vol.11 a 14), Constituições da Ordem de São Jerónimo (vol. 17 e 18).


A documentação refere as Confrarias de Nossa Senhora do Rosário e do Senhor dos Passos.

Guia de Fundos Eclesiásticos; Ordem de São Jerónimo

 

Sistema de organização

Ordenação numérica específica para cada tipo de unidade de instalação (livros)

 

Instrumentos de pesquisa

ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO - [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. Lisboa: ANTT, 2000- . Disponível no Sítio Web e na Sala de Referência da Torre do Tombo. Em actualização permanente.


Inventário dos cartórios recolhidos da Biblioteca Nacional, em 1912 (L 283) f. 178, 179.

Unidade de descrição relacionadas

Portugal, Biblioteca Pública de Évora.


Portugal, Torre do Tombo, Manuscritos da Livraria, n.º 729.


Portugal, Torre do Tombo, Ministério das Finanças, cx. 1910 e 1911.

 

Notas de publicação

"Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico". Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 165

 

Fonte: http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=1437379

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