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Segredos de Portugal: Joias de lixo

por vianadoalentejoja, em 31.10.13

Aplicando a política dos 3 R’s, redução, reutilização e reciclagem, uma professora de Artes Visuais cria joias únicas que além de estarem na moda, já dão nas vistas do outro lado do Atlântico.

 

 

Normalmente, as tampas das garrafas de plástico, as próprias garrafas e as revistas, que começam a ficar amareladas pelo tempo e pela falta de utilização, têm como destino ou o caixote do lixo ou o ecoponto. É assim na generalidade das casas nacionais, mas tal não acontece em Viana do Alentejo, na de Anabela Marques. Aqui, tudo se transforma e dá lugar a acessórios de moda, tendo a autora já conquistado notoriedade internacional, com tamanho arrojo de criatividade.

Costuma dizer-se que a necessidade faz o engenho. Neste caso foi a ausência de colocação como professora de Artes Visuais que motivou a criação do negócio. Começou tudo com a mania de não estragar nada, reutilizando as coisas, em nome do ambiente. Daí até à criação de uma marca foi um pequeno passo, nascendo a Idict, e uma já longa coleção de verdadeiras joias e assessórios de moda.

Anabela Marques trabalha com plástico PET vulgar, das garrafas de água tradicionais, e com papel de revistas de arte já desatualizadas. Depois de a ideia surgir, põe em prática as regras básicas da criação de joias, nunca repetindo uma imagem. Cada peça é, por isso, única, havendo apenas modelos iguais. E, atualmente, das mãos da artista saem já pregadores, pulseiras, colares, brincos e até envelopes, igualmente criados a partir de papel de revista, com a função de guardar as peças.

O trabalho desenvolvido a partir de material que já ninguém quer chamou a atenção de várias revistas brasileiras que deram eco a esta nova tendência, catapultando a fama de Anabela Marques até ao outro lado do Atlântico e abrindo-lhe as portas de vários lugares para vender e expor o trabalho realizado.

Hoje já é possível adquirir estas criações na Loja Fundação de Serralves, no Porto, na Loja Anthrop Autores Portugueses em Coimbra e também na Loja do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa. Mais perto de onde a criação acontece, no Alentejo, as peças podem ser compradas na Loja Gente da Minha Terra, no Hotel Dom Fernando, em Évora e no restaurante A Romeirinha, em Aguiar.

 

Fonte: http://escape.expresso.sapo.pt/boa-vida/experiencias/segredos-portugal-joias-lixo-18891866

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